Embriologista da Universidade de Colúmbia (EUA), desenvolveu, desde 1910, estudos genéticos com a mosca-da-fruta (espécie Drosophila Melanogaster).
(Prémio Nobel - 1933).
Morgan teve como material biológico a mosca-da-fruta, segundo as suas excelentes características:
- reduzidas dimensões;
- fácil conservação, manuseamento e alimentação;
- ciclo de vida curto (12 dias);
- descêndencia em número elevado;
- fácil distinção dos sexos;
- grande variedade de caracteres de fácil observação;
- cariótipo com apenas 4 pares de cromossomas (3 pares de autossomas e 1 par de sexuais).
Formas da mosca-da-fruta
A forma predominante na Natureza tem o
corpo cinzento,
olhos vermelhos e
asas longas e denomina-se
forma selvagem.
Outras formas alternativas (mutantes) podem revelar
corpo negro,
olhos brancos ou
asas vestigiais entre outras características.
Genótipo:
w+ Olhos vermelhos
w Olhos brancos
Transmissão da cor dos olhos
Cruzamento directo
Macho mutante de olhos brancos + Fêmea de olhos vermelhos
F1 = 100% de individuos (machos e fêmeas) de olhos vermelhos.
Conclusão:
w+ é dominante e
w é recessivo.
Cruzamento recíproco
Fêmea =
W (mutante)
Macho =
W+ (selvagem)
F1 = 50% dos indivíduos olhos selvagens (todos fêmeas)
50% dos indivíduos olhos brancos (todos machos)
Conclusão: o gene responsável pela cor dos olhos estaria localizado num cromossoma para o qual não existisse um verdadeiro homólogo - par de cromossomas sexuais masculino (XY).
As fêmeas possuem dois cromossomas X (verdadeiros homólogos), os machos possuem um cromossoma X e um cromossoma Y, sem genes correspondentes (falsos homólogos).
As fêmeas designam-se
homogaméticas e os machos
heterogaméticos.
Os machos manifestam o único alelo, localizado no cromossoma X (designam-se
hemizigóticos).
Características ligadas ao sexo
Características cujos genes responsáveis pela sua manifestação se localizam nos cromossomas sexuais.
O número de cromossomas do cariótipo de um individuo é incomparávelmente menor do que o número de genes que condicionam o seu fenótipo.
Um cromossoma terá de ter, necessariamente, um grande número de genes.
Genes dispostos ao longo de um cromossoma =
genes ligados factorialmente ou em linkage e constituem um
grupo de ligação factorial, sendo transmitidos em bloco aos descendentes.
Nesta situação não se verifica a segregação independente (2ª lei de Mendel) embora possa ser explicada pela teoria cromossómica da hereditariedade.
Como resultado de crossing-over, durante a meiose, os genes podem separar-se e surgir nos gâmetas como se estivessem situados em cromossomas separados.
A descendência será qualitativamente igual à prevista numa segregação independente dos genes; quantitativamente, surgem em proporções alteradas dado que o crossing-over é menos frequente do que a transmissão em bloco dos genes em causa.